sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Se apaixonando pela Tasmania...

No comeco do ano jah tinhamos decidido ir para a Tasmania no recesso de Natal e Ano Novo com Shane e Raph! Tivemos tempo de comprar passagens baratas e alugar casas com preco bom tb! Mas confesso que tinhamos que ter gasto mais tempo estudando e planejando as escaladas e caminhadas que queriamos fazer. Mas tudo bem, porque a Tasmania tem um fator surpresa: o clima! Chove um dia inteiro, faz sol no dia seguinte, de repente faz frio, venta e ateh neva! Hehehehe...
Bom, pegamos um voo de Perth ateh Melbourne (+/-4hs de voo), esperamos umas 2 horas no aeroporto e pegamos um voo para Launceston, no norte (+/-1h de voo). Chegando lah, alugamos o carro que jah tinhamos reservado e fomos para Hobart, no sul. Depois de 4 dias fomos para Launceston e ficamos o resto do tempo lah.
Nos simplesmente nos apaixonamos pela Tasmania! Cidades pequenas, calmas, cheias de fazendas, com montanhas para todo lado, com a vegetacao super bonita e super verde, com clima frio, com wildlife perto de vc, pra todo lado! Eu adoraria morar na Tasmania!

Mapinha!
Nao vou escrever a viagem dia-a-dia pq vai ficar chato e longo para quem le e para quem escreve tb! Vou escrever os passeios bacanas, porque alguns dias choveu e alguns a gente soh passeou para descansar.


O dia da viagem eh meio em vao, fomos no supermercado comprar comida e conhecer um pouco a cidade. Primeiro dia de passeio estava chovendo horrores e frio, entao fomos no museu. Dia seguinte tentamos ira ateh Cape Raoul, mas a chuva nos fez ir a Port Arthur. Escaladinha no Mount Wellington no dia 24 e no Natal a maravilhosa caminhada e escalada no The Moai. Dia seguinte foi dia de mudar de cidade, fomos para Launceston. Depois fomos escalar no Launceston Gorge, bem no meio da cidade. Depois foi dia de caminhada na Tamar Island e no Cataract Gorge. Dia 29 fomos fazer a caminhada na Cradle Mountains, o parque mais famoso da Tasmania. Dia seguinte o tempo estava ruim e fomos escalar no Cataract Gorge. No ultimo dia do ano fomos em Freycinet e no dia seguinte a chuva nao deixou a gente sair de casa. Dia 2 fomos em Ben Lomond, onde me apaixonei mais ainda pelas colunas de dolerito da Tasmania. Ultimo dia de passeio, fomos escalar em Bare Rock, e no dia seguinte voltamos para casa!
(Eh soh clicar nos nomes dos passeios que a nova janelinha abre!)
Algumas pendencias ficaram em aberto para a nossa proxima viagem a Tasmania! E com certeza viremos mais preparados e organizados! Ah, e mais preparados fisicamente (da minha parte), porque o casal de canadenses me deixaram no chinelo! Hehehehe...

Go Unagi!!!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Lhama Rock, Wellington Dam and Boomer Hill

by Pati
This week was full of climbing! It was really good!


Map!

Lhama Rock
Shane took a day off on Wednesday and we went to Lhama Rock! We have never been to this place before, and it was awesome! I loved it! The rock is not big, and not high, but the routes are really fun! Some chimney and slab moves together! The rock has a good grip though!

Routes and Grades
We started with the easy chimney routes, and it was fun! In fact, the space between the rocks is large, so it is too wide to climb with chimney moves (with your back), you need to climb with scissors moves! But I couldn't do it in one of the routes, so this is the move that I made:

No Feasible Return
The day was fun, we climbed 10 routes! We did the easy routes (some of them, twice!), we tried a 17 in top rope (run out), a slab very interesting, and Shane leaded a 20 with a slippery slab... Shane wanted to try some hard routes, but the sun was shining like a summer day!

High Dive

The End Justifies


I am sure that we are going back there with Jorge and Raph! Fun climb with good pictures! The only problem is: ticks! I killed 3 on the ground, I found 3 on my pants, and 3 on my legs...

Wellington Dam
Plans for the weekend?! Yes! Shane, Raph and a friend (Mike) went to Honeymoon Pool Camping on Friday night to camp. Jorge and I met them at the Wellington Dam Quarry on Saturday morning to climb! The quarry is not big, but has some interesting routes, and some hard routes!
I don't have many pictures of this day... After 3 pictures my camera's battery was running low and turned off...


I loved this route! It is a 18 and is hard... To me! The beginning was hard, with 2 long moves to reach good holds, and I managed to climb it after few tries, but I did it! I think I am getting stronger! Uh-hul! Biking is helping me a lot! The rest of the route is hard as well, you need balance and technique! I loved this route! It is similar to the limestone routes in Lapinha (Brazil), with big but not too good holds, you need balance, it is a little bit overhanging and you need to know how to move your feet! But it's a granite!
It was the first time that Mike was climbing, and he did it really good! He was a little bit nervous, but did it well, with no climbing shoes! He would be surprised how the climbing shoes help a lot! I hope he keeps climbing!
After the climbing we went to the camping site, it was full of families with kids  running all around... But Shane and Raph found a good spot in the end of the site! It is called Honeymoon Pool because there is a river behind the camping, where people swim... But not me! It was cold, and I couldn't go in the pool! No shower today! (the camping has toilets, but no shower!)
The night was nice with the boys playing banjo, the dinner was good, I made pasta, Raph made burritos and brought home-made cookies for dessert... Pete and Anthony, Mike's friends, met us in the camping and in the end everybody was drinking wine and singing!
Shane playing banjo...

Mike, Raph and Jorge...

Bolognese Pasta with Parmesan and Brie!

Raph cooking mince meat for burritos!
Boomer Hill
After a good night of sleep with my warm sleeping bag, we had breakfast and packed everything to go to Boomer Hill on the way back to Perth! It is a private property, so we called the owner to get the permission to climb!
When we arrived there, we met an old guy (ps: older than Jorge!), and he was climbing alone! He set up the anchors, and was climbing with an auto-belay-device (I don't know which one he was using). We started to talk with him, his name is Ron, and he is Ron Master's father! We met Ron Master at Peak Head (Albany) in January! Small world!
Jorge leaded in trad Boomer Crag, on of the best cracks around Perth! A 3 stars route! It was beautiful to watch Jorge leading in trad this 18 grade route! It was awesome! I am so proud of him! Shane tried the crack and so did I... The beginning is hard, with bad foot spots, and the crack is perfect! Good holds, good placements for trad, beautiful route! And a little bit of slab in the end...
Raph!
 I took some pictures with my iPhone, so they are not that good:









Ron climbing alone on the right...
I took a panoramic picture that shows how "big" is the rock!

In the end everybody was happy and hungry! Ok, let's go eat something and head home!
We talked about Tasmania, all of us are excited about this trip! 12 days to go! And we started to plan to go to Brazil next year, and so do Shane and Raph! It would be fantastic to travel and climb with them in Brazil! And with Rafa e Flavia!
Another good weekend with good friends and lots of climbing! Sooo happyyy! :-)

sábado, 9 de novembro de 2013

Cobra Voadora em Wugong Valley

by Pati
Primeiro, vou logo me desculpar pela escrita, pq nao sei como instalar o teclado portugues nesse horroroso Windows 8, e o google fica corrigindo minhas palavras em portugues para ingles, entao o texto vai ter alguns errinhos... Sorry!
Bom, cah estou eu, depois de um looongo inverno chuvoso com poucas escaladas!
Agora vou me desculpar de novo porque na verdade o tiramos ferias de 3 semanas e fizemos um mega passeio de caravan pelos picos de escalada da costa leste com a Flavinha e o Rafa, mas ateh agora nao tive mta coragem de sentar a bunda no sofah e comecar a escrever... Prometo que antes do fim do ano eu faco! Hehehehe...
Ano passado fomos escalar uma vez em Wugong Valley com o Shane e a Raph, e vale lembrar que essa foi nossa primeira escalada juntos! Esse fds Jorge e Shane quiseram voltar lah e curtir as aderencias...
Ok, o inverno chuvoso acabou, e a primavera chegou trazendo as flores, o sol, as moscas e o calor! Jah tah parecendo verao!!!
Fomos dormir tarde na sexta, entao foi meio dificil acordar cedo no sabado, entao qdo chegamos no parque logo percebemos que nao teriamos sombra! Ledo engano: Shane levou a sombra pra gente!

Jorge and Shane (com um guarda-sol e uma geladerinha!).

Shane e seu guarda-sol!
Alem do guarda-sol, ele levou tb uma geladeirinha com agua gelada! E foi o que salvou a gente, porque estavamos fritando no calor das/nas aderencias! Ufa! Thanks, Shane!
Como Raph nao foi escalar com a gente, Shane levou uma corda e um freio para auto-seg, tipo um "soloist", mas tem outro nome... E ele ficou brincando sozinho, escalando varias vias (existentes ou nao), de top rope em solo! Doidinho, neh?!
Enquanto isso eu e Jorge ficamos escalando e treinando procedimentos com a nova corda dupla do Jorge! Eh bom treinar em vias de grau baixo, pq ainda nao acostumei a dar seg com o reverso, tem horas que reteza uma corda e libera outra (ao mesmo tempo), eh meio complicado... Mas Jorge disse que eh melhor para dar seg de cima, e tem menos arraste qdo a via nao eh reta... Alem disso, podemos fazer rapel de 60 metros e eh mais leve de carregar na caminhada, pq eu levo uma e ele leva a outra!
E cade a cobra voadora?! Pois eh... Jah estavamos todos cansados, Jorge jah tinha rapelado, eu estava terminando o rapel, e Shane estava escalando, qdo de repente... Uma cobra voa da pedra para o chao! Soh o Jorge presenciou tal fenomeno da natureza! E ele jura de pehs juntos que uma cobra voou da parede, caiu em cima da lona da corda, e fugiu para o mato! Hum... E o pior: escalamos uma via que tem um platozinho, e provavelmente eh de lah que a cobra caiu!
Depois desse susto, e por jah estarmos derretendo, resolvemos ir embora... Chegamos em casa e os meninos foram direto pra piscina! E depois: pizza de almoco! Agora vao algumas fotinhos do dia!

Shane e seu brinquedo de escalar sozinho...

Treinando rapel de 60 metros...

O casal na sombra!
O casal no cume!

Shane na aderencia...

Na volta Shane descobriu outro metodo de carregar o guarda-sol...
Ah, semana passada foi aniversario do Shane e Raph deu pra ele uma lente macro! Agora vao algumas fotos dele:
 
Jorge escalando...

Jorge escalando...

Formiguinha carregando seu ovo...
 
Um zoom na chapeleta removivel...

Pati escalando...

Patica

Close na costura!

Shane brincando com o foco na corda...
 
Chalk Bag

Mao na pedra e acredita na aderencia!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Festivais de Filmes em Perth

Ocorreram dois festivais de filmes no mes de outubro aqui em Perth:

Radical Reels
Esse festival eh ligado ao BANFF, e tem filmes nao soh de montanha, mas tb de esportes na neve, caiaque, bicicleta, base jump, etc... Eu gostei do filme The Rollerman, com imagens de um cara com rodinhas de patins no corpo inteiro, bem bacana! E passaram dois filmes que fizeram parte do Reel Rock 7 no ano passado, mas que valeram a pena ser revistos: La Dura Dura e Wide Boyz!



Reel Rock 8
Os filmes desse ano foram bem legais, o que eu mais gostei foi o The Sensei, mostrando um escalador "das antigas" e o Daniel Woods San escalando juntos! The Stonemasters tb foi engracado, saber um pouco sobre a escalada na decada de 70 em Yosemite!


Ah, e dias antes de eu e Jorge assistirmos o Reel Rock aqui em Perth, Rafa assistiu nos EUA, pois estava em Detroit a trabalho:

 
Rafa, conta mais pra gente dessa viagem, e conta tb qual filme vc mais gostou!
:-)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Frangos na Nova Zelândia - Taranaki National Park

Última semana de viagem!!! Depois de dois meses fora de casa, chegamos na última etapa da viagem. O objetivo dessa vez era ir ao Egmont National Park, conhecer o Mt Taranaki, um massivo vulcão de 2518 metros de altitude na costa Oeste da Ilha Norte. É também o segundo ponto mais alto da Ilha Norte, ficando atrás apenas do Mt Ruapehu.

Teríamos quase uma semana por lá, então resolvemos escolher uma caminhada de uns 3 dias para esquentar as pernas e nos aclimatar com o lugar, para então tentar a escalada do vulcão.

Pouakai Circuit
Escolhemos a caminhada mais famosa de lá, chamada de Pouakai Circuit que começa nas encostas do Taranaki e passa por um conjunto montanhos anexo à oeste do vulcão, chamado de Pouakai Range. Mantendo o esquema 5 estrelas, a caminhada de 3 dias conta com abrigos para pernoite e trilhas bem sinalizadas.

Arrumamos um transporte do Hostel até a entrada do parque, e chegamos lá bem cedo. No caminho vimos que a situação climática não era nada animadora. São 40 minutos de New Plymouth até o parque, e não conseguimos ver absolutamente nada. A névoa e a garoa tomavam conta de tudo. Enfim, melhor estar na montanha que preso dentro do quarto do hostel, então resolvemos arriscar. A previsão do tempo dizia que iria melhorar, mas não estávamos nada convencidos disso.

O primeiro dia de caminhada começa com algumas boas subidas até atingirmos as encostas na base do vulcão. Trilha bem larga e sinalizada. Andamos algumas horas, e o clima começou a dar uma trégua.


tempo muito fechado no receptivo do parque




Lá pras 10:00 da manhã, o sol começou a aparecer e pudemos então ter uma noção da grandiosidade do lugar. O vulcão é muito grande, e as suas encostas não perdem pra nenhuma cadeia montanhosa que conhecemos aqui no Brasil, o que garante um visual muito bonito.

Após umas 5 horas de caminhada, avistamos o abrigo, sob um céu de brigadeiro, e uma vista maravilhosa do vulcão.

e começa a abrir o tempo

paradinha para o lanche

visual da trilah

cume encoberto por nuvens lenticulares

visual da Pouakai Range (cadeia de montanhas anexa ao Taranaki
e que dá nome à travessia)

enfim o cume!

chegando no abrigo do 1o dia

a manutenção dos banheiros químicos é feita por helicópteros... igualzinho
ao brasil... (aaaahhhh taaaahhh)
Como era dia de semana, estávamos sozinhos no abrigo novamente, e pudemos aproveitar um jantar muito gostoso em frente à lareira.


O 2o dia de caminhada seria o mais curto, mas nem por isso menos bonito. Descemos a encosta do vulcão e passamos um bonito charco, conhecido como Ahukawakawa Swamp, que dá acesso à Pouakai Range. O tempo que começou o dia claro e bonito, começou a mostras novamente suas caras, e neblina e ventos fortes tomaram conta do lugar. Ao iniciarmos a subida da Pouakai Range, já não conseguíamos enxergar nada mais do vulcão. Daí pra frente, muito vento, muito frio


o taranaki está aí ao fundo... pode acreditar...

floresta de musgo na subida

sempre que há vegetação ou solo sensível, há algum tipo de trilha suspensa
ou proteção de madeira para diminuir a erosão

chegada no abrigo do 2o dia sob chuva e vento



Chegamos no abrigo, vazio novamente, e arrumamos nossas coisas. Já haviam nos avisado que o terceiro dia do circuito é crítico se houver chuva, Existe um rio que precisa ser cruzado, e dependendo do volume de água não seria possível. Além disso, no início do 3o dia de caminhada se encontrava teoricamente a vista mais bonita de toda a caminhada: a vista do Taranaki refletida nos Pouakai Tarns (pequenos lagos formados na parte alta da trilha).

o que esperávamos ver

Com aquela chuvarada toda, conversei com a Flavinha e decidimos ir até os tarns para tentar ver alguma coisa, já que provavelmente não faríamos o 3o dia de caminhada. Chegamos lá, e não deu pra ver muita coisa por causa do mau tempo. Mas valeu a intenção.

o que vimos
No 3o dia, a outra opção seria fazer todo o caminho de volta até a entrada do parque, juntando o 1o e 2o dias de caminhada. Acordamos bem cedo então e tocamos a trilha toda de volta.

início do 3o dia

o tempo ruim continuava

New Plymouth
Chegamos no hostel moídos e desanimados pelo tempo ruim. A previsão dizia que o tempo ia melhorar dali dois dias, e começamos a duvidar das reais possibilidades de tentarmos a escalada do vulcão. Além disso, depois de 2 meses escalando e caminhando, as pernas e joelhos já davam os sinais de fadiga.

Resolvemos então tirar um dia de folga pra relaxar e decidirmos o que fazer. Alugamos as bicicletas mais baratas que encontramos e fomos andar na famosa Coastal Walkway, eleita uma das melhores ciclovias do país, com destaque para a Te Rewa Rewa bridge, uma ponte construída exclusivamente para pedestres e bicicletas com formato futurístico. Foi construído de forma que em dias claros fosse possível enxergar o Taranaki através dos seus arcos.

vista original... infelizmente estava nublado o dia
que fomos andar de bicicleta e não conseguimos ter
essa visão

A ciclovia é realmente muito bonita, e um passeio muito legal. Andamos por algumas horas, e passamos pelos principais pontos turísticos da rota.


bicicleta que consegui alugar com o dinheiro que tinhamos... hehe...




Chegamos de volta no hostel pouco depois do almoço, e agora vinha a dúvida cruel: tentar ou não tentar a escalada do Taranaki no dia seguinte? O cansaço e o tempo ruim pesavam contra, e a possibilidade de nunca mais voltarmos a esse lugar pesava a favor.

Juntei um bocado de força de vontade, e convenci a Flavinha a tentarmos. Afinal de contas, a previsão do tempo indicava tempo limpo e pouquíssimo vento. Não podíamos perder essa oportunidade. Havia ainda um problema: para escalar o Taranaki precisaríamos chegar no parque muito cedo, muito antes de abrirem as portas. Como conseguir um transporte até lá nessa hora do dia? www.rentadent.co.nz - low cost car rental services. Achei uma agência em New Plymouuth, liguei pra lá e consegui um compacto Toyota por 20 dólares a diária, e ainda tive que caminhar 30 minutos até a agência. Acabaram-se então as desculpas para não tentarmos a escalada. Já que estávamos já do outro lado do mundo, decidimos pelo menos fazer uma tentativa. Independente do quão longe chegássemos, já estaríamos no lucro.

Taranaki

Acordamos bem cedo, por volta das 5:30, tomamos um café da manhã reforçado e pegamos o carro em direção à entrada do parque. Como já era de se esperar a entrada estava fechada ainda, então deixamos o carro no estacionamento e seguimos pela trilha. A previsão do tempo estava certa, e pegamos um dia muito bonito de tempo limpo e temperatura agradável.

O Taranaki é considerado o vulcão mais frequentado da Nova Zelândia! No verão, quando não tem neve, para se chegar ao cume basta um bom condicionamento físico e muita disposição para vencer a longa e íngreme subida, vencendo pouco mais de 1500m a partir da entrada do Egmont National Park. Já no inverno a coisa complica um pouco mais pois a montanha se cobre com alguns bons centímetros de neve. A todo momento há placas indicando a necessidade de se estar portando os equipamentos necessários, e de se ter a experiência necessária. Na própria entrada do parque a recepcionista faz um belo terrorismo com histórias de acidentes e resgates. Mas pela experiência que eu e a Flavinha tínhamos no montanhismo em geral, e depois da boa dose de neve no Tongariro, achei que daríamos conta com segurança.

A primeira parte da subida é por uma estradinha que dá acesso a um abrigo de montanha do Taranaki Alpine Club, chamado Tahurangi Lodge. O abrigo é administrado pelo clube, e muito utilizado para as atividades recorrentes dos associados. A subida até o abrigo dura mais ou menos 2 horas e meia. Até tentamos entrar em contato para tentar utilizar o abrigo para pernoitar e ganhar tempo para a tentativa de cume, mas o processo do aluguel não é muito simples e achamos melhor ir direto mesmo.

Subimos em um ritmo muito bom, e antes das 10 da manhã estávamos no abrigo tomando uma água e fazendo um pequeno lanche. Daqui pra cima começa a parte complicada, o tempo todo sobre neve e gelo e o desnível a ser vencido até o cume é de pouco mais de 1000 metros.

na estrada a caminho do parque, finalmente vimos o Taranaki de longe


receptivo turístico do Egmont National Park

estradinha no início da caminhada


chegando na linha onde começa a neve... e o mar de nuvens ao fundo...

terminando a primeira parte da subida no Tahurangi Lodge...

Nessa época do ano, o gelo fica bem duro, então fomos com bastante cuidado procurando o melhor caminho e tentando seguir as marcações que indicam o caminho da subida.

Essa parte da montanha é linda! Longas rampas de neve branquinha, com o visual do cume o tempo todo. Abaixo de nós, as nuvens alternavam, hora mostrando a vista toda da cidade e hora um mar incrível de nuvens.

uma das placas avisando da dificuldade técnica e dos perigos climáticos


o tempo sempre alternava entre nuvens e céu azul... visual magnífico!




rampas intermináveis de neve e gelo

Subimos por mais umas 4 horas na neve. Calculei que estivéssemos a mais ou menos 300 metros do cume e chegamos na última parte da subida, conhecida por ser um terreno pedregoso e um pouco mais irregular que as longas rampas que subimos. Já eram quase 2 da tarde, e comecei a ficar preocupado com o horário de volta. Além disso, as pernas começavam a dar os sinais de cansaço em mim e principalmente na Flavinha. Somado a tudo, começamos a subir alguns trechos de neve mais íngremes que requisitavam o uso da piqueta para progredir lentamente. Hora da verdade! Somando todos os fatores (horário, exposição, cansaço, experiência, etc) decidimos que seria melhor descermos naquele ponto. Estávamos sozinhos na montanha, e qualquer incidente transformaria um dia lindo de escalada em um pequeno pesadelo. Começamos então a descer. Infelizmente não deu cume dessa vez.

A descida foi bem tranquila, e aproveitamos para praticar as técnicas de esqui bunda na neve... hehe...

última olhada para o cume antes de iniciar a descida...


zigue zague da subida

skibunda!

pegando a estradinha na descida

Dia fantástico em um lugar deslumbrante! Essa foi a última aventura da viagem, e não poderíamos ter escolhido lugar melhor para fechar a viagem com chave de ouro.

Hora de voltar pra casa, e encarar a vida real. 70 dias de living the dream! Voltamos pra casa com a alma fortalecida e um monte de novas experiências na bagagem... e muitas histórias pra contar...